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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Matéria do Estadão sobre a estreia de PEEP CLASSIC ÉSQUILO.


terça-feira, 5 de junho de 2012

Club Noir encena todas as tragédias de Ésquilo no projeto PEEP CLASSIC ÉSQUILO





Pela primeira vez (no Brasil e também no âmbito internacional) uma companhia encena todas as obras do primeiro autor da história do teatro. Com direção e adaptação de Roberto Alvim, a companhia CLUB NOIR apresenta o projeto PEEP CLASSIC ÉSQUILO, formado pelas seis peças do primeiro dramaturgo que se tem notícia, reconhecido como o pai da tragédia. A programação abre com a tragédia AS SUPLICANTES.  O projeto tem patrocínio do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.



Programação Completa – PEEP CLASSIC ÉSQUILO:

AS SUPLICANTES - de 8 de junho a 1º de julho
A obra proporciona a experiência do dilaceramento de indivíduos pelos turbilhões incontroláveis das pulsões: a sexualidade como enigma indecifrável. Sinopse: Um grupo de mulheres, fugindo desesperadamente de um grupo de homens que querem desposá-las, buscam refúgio em um país estrangeiro.

OS PERSAS - de 6 a 29 de julho
A obra proporciona a experiência do dilaceramento, pela guerra, de toda uma civilização. Sinopse: O gigantesco império persa, liderado por Xerxes, é aniquilado pelos gregos.

SETE CONTRA TEBAS - de 3 a 26 de agosto
A obra nos proporciona a experiência da escolha deliberada pela morte como forma de nos irmanarmos ao medo do implacável. Sinopse: Um exército, comandado por sete guerreiros monstruosos, tenta invadir e destruir a cidade de Tebas.

PROMETEU - de 7 a 30 de setembro
A obra é a proposição de uma habitação da vida (que ecoa a visão do filósofo pré-socrático Heráclito) que se configura como alteridade radical em relação a nosso modo hegemônico de estruturação psíquica. Sinopse: Por dar o fogo aos homens, o deus Prometeu é acorrentado por outros deuses ao cume de uma montanha, onde deverá permanecer preso por toda a eternidade.

ORESTÉIA I - de 5 a 28 de outubro
A trilogia ORESTÉIA (composta por 3 tragédias: AGAMÊMNON; AS COÉFORAS; e AS EUMÊNIDES) é a obra final de Ésquilo. Neste trabalho, o autor grego faz seu voto inevitável – posto que incontornável – em prol do caminhar para além da pulsão de morte: não se trata aqui do retorno ao útero materno, mas sim da chegada a uma instância existencial para além do homem. Sinopse: O rei Agamêmnon retorna de Tróia, após ter vencido a guerra, e é assassinado por sua esposa, Clitemnestra.

ORESTÉIA II - de 2 de novembro a 16 de dezembro
Sinopse: Orestes, filho de Agamêmnon e Clitemnestra, volta à casa para vingar a morte de seu pai, matando a própria mãe. Em seguida, sentindo a loucura se aproximar, foge.


Textos: Ésquilo. Direção e adaptação: Roberto Alvim. Com os atores da cia CLUB NOIR: Juliana Galdino, Renato Forner, José Geraldo Jr., Paula Spinelli, Ricardo Grasson, Frann Ferraretto, Jackeline Stefanski, Gabriela Ramos, Fernando Gimenes, Bruno Ribeiro, Luan Maitan e Marcelo Rorato. Produção Executiva: Danielle Cabral. Cenário e iluminação: Roberto Alvim. Figurinos: Juliana Galdino e Hélio Moreira Filho. Fotografias: Julieta Bacchin. Temporada: sextas e sábados às 21h e domingos às 20 horas. Até 1º de julho.

domingo, 27 de maio de 2012

Juliana Galdino dirige MENOS EMERGÊNCIAS, de Martin Crimp no Festival Cultura Inglesa.


Menos Emergências 


Gênero: Drama 
Em um mundo cada vez mais “espetacular”, é possível reagir de forma espontânea aos eventos que nos cercam ou às nossas próprias crises emocionais? Na peça três histórias se complementam. Este recurso é muito utilizado nas artes plásticas, e foi adaptado ao teatro pelo autor. A primeira história é sobre uma mulher que percebe que seu casamento é um erro, mas continua cúmplice do marido em uma mentira pública. Na segunda, acontece um massacre em uma escola. Na última, o filho do casal da primeira história está trancando numa torre, isolado da violência que o cerca. As três histórias de Martin Crimp, combinadas, são como perversos contos de fada modernos, trazendo o pesadelo “de volta ao lar”. 
Autor: Martin Crimp. Direção: Juliana Galdino. Com Donizeti Mazonas, Lianna Matheus e Susan Damasceno. 
Estreia dia 1 de Junho (sexta) 
Até 3 de Junho, Sexta e sábado, às 21h e domingo, às 19h 
Teatro Cultura Inglesa - Pinheiros (194 lugares) 
Rua Dep. Lacerda Franco, 333 (Pinheiros)  
Tel:             (11) 3814-0100       
Preço na Bilheteria: Grátis 
(Retirar os ingressos com 1h de antecedência.)

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Matéria/critica sobre AMANTE, publicada no Estadão


Do site: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,cia-club-noir-mostra-novo-espetaculo-inspirado-em-marguerite-duras-,876198,0.htm


Cia. Club Noir mostra novo espetáculo inspirado em Marguerite Duras
Peça 'Amante', estrelada por Caco Ciocler, está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil


GUILHERME CONTE - O Estado de S.Paulo

Peça 'Amante'

Pedaços de corpos começam a ser encontrados em malas deixadas em vagões de trens, em diversos lugares da França. A investigação policial logo descobre um fato no mínimo curioso: os fragmentos faziam parte do mesmo corpo, e todos os trens partiram da mesma cidade. Só que a cabeça nunca foi encontrada.

Foi a cobertura desse crime brutal que inspirou Marguerite Duras (1914-1996) a escrever A Amante Inglesa, romance que publicou em 1967 e algum tempo depois verteria para o teatro. A peça original consistia na sucessão dos depoimentos da assassina e de seu marido. É quando descobrimos que a vítima era amante dele. Uma jovem surda-muda, colega de trabalho.

Amante, que a Cia. Club Noir estreou no sábado no Centro Cultural Banco do Brasil, foi livremente inspirada na peça de Duras. O dramaturgo e diretor Roberto Alvim conta que escreveu sob o impacto da leitura do original. "Li o texto e escrevi esta nossa versão. Depois nem voltei mais a ele, nem reli. Esta obra é o resultado do que ficou em mim daquela leitura."

A estrutura convencional e cartesiana do texto de Duras ganhou, nas mãos de Alvim, uma feição completamente nova. O espetáculo é construído por saltos no tempo e no espaço, personagens que se completam e se apropriam de frases uns dos outros, solilóquios que se entrelaçam em uma atmosfera que sugere um não lugar.

Juliana Galdino interpreta a assassina, Caco Ciocler vive o marido e Bruno Ribeiro, o investigador. As cenas prescindem de movimentos ou gestos; o rigor cênico de Alvim concentra nas palavras, e na maneira como são ditas, a potência do texto. É preciso ver e, sobretudo, ouvir, com extrema atenção. É no detalhe quase sussurrado que são erigidas, pouco a pouco, as peças desse quebra-cabeça. As cenas se sucedem como pinturas.

Alvim conta que a intenção era justamente fazer com que as lacunas dessem ao público a autonomia para que cada um construísse seus próprios sentidos. "Esta não é uma história sobre um crime. O que nos move é a investigação da própria alma humana", diz, sintetizando aí um dos faróis que norteiam a produção e a pesquisa da companhia.

Em um mundo cada vez mais marcado pela busca de explicações - as prateleiras das livrarias estão cheias de livros cuja intenção é "desvendar" os motivos de tudo, da falência de um casamento às razões do estresse no trabalho -, é na direção da essência que a Club Noir dirige seu olhar.

"O que nos interessa aqui é o inconsciente, onde mostramos quem realmente somos", afirma Alvim. A quebra da linearidade narrativa e a austera economia de movimentos leva, no limite, ao questionamento do que realmente se necessita, hoje, para contar uma história. Que sentidos são possíveis de serem construídos no mundo de hoje?

Impossível não vincular uma história como esta aos fenômenos midiáticos formados a cada crime bárbaro que, de tempos em tempos, acontece aqui ou no resto do mundo. "Reconhecemos nesses assassinos uma sombra que existe em todos nós, impulsos primários", avalia Alvim. "E, quando investimos violentamente sobre essas pessoas, na tentativa de destruí-las, são as nossas próprias sombras que temos como alvo."

Em tempos nebulosos como os que vivemos, trabalhos como o da Club Noir se fazem mais do que necessários, como alguns dos últimos bastiões de resistência. Em vez de ter a pretensão de oferecer respostas, Alvim e sua trupe têm seu valor em justamente levantar questões. Quando tentam nos vender certezas forjadas e embaladas, cabe às vozes do teatro perguntar: a verdade realmente existe?

Entrevista com Caco Ciocler, Roberto Alvim e Juliana Galdino sobre a peça Amante

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Em cartaz


A Amante Inglesa, obra de Marguerite Duras, uma das mais revolucionárias escritoras francesas, inspirou Roberto Alvim a reescrevê-la para o teatro.

Assim surge Amante, espetáculo que estreia neste sábado, 18h, no CCBB São Paulo, com Caco Ciocler, ator convidado da Cia Club Noir, Juliana Galdino e Bruno Ribeiro no elenco.

Complexa, com muitos deslocamentos no tempo e no espaço, para Alvim, “o palco se torna um território perigoso, instável”. Uma instigante história onde a investigação criminal se torna poética, com temporada até 1º de julho, no CCBB SP.