teatro - bistrô - café - livraria - jazz

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rua augusta 331 consolação tels:3255-8448 * 3257-8129

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Encontro de Monólogos



 Quarta, 21h

O Mal Dito

Inspirado em Isidore Ducasse

Adaptação, atuação e direção - Fransérgio Araújo

Sinopse: Um homem atormentado por sua existência questiona 

a razão da sua vida. Sua revolta contra o Criador o transforma 

em um individuo cruel, seu pessimismo o deprime. Ter assistido 

a morte de sua mãe quando era adolescente fez o autor impor a 

si ações humanas virulentas. Acreditando na morte como saída 

do seu desespero, ele dá seus últimos suspiros para fugir da 

crucificação, imposta pela providência divina.

Quinta, 21h

Vincent Willem van Gogh

Texto, Atuação e Direção: Alexandre Ferreira
Supervisão de Ator: Emerson Danesi
Produção: De Marchi Produções 

Sinopse: Após acordar de um terrível pesadelo Vincent Willem 

van Gogh, sozinho em seu possível quarto-ateliê, reflete sobre a 

sua vida e a sua obra, compartilhando - em meio a este turbilhão 

de pensamentos e emoções - cartas enviadas ao seu irmão Théo.

Sexta, 21h

Aberdeen - Um Possível Kurt Cobain 

Texto: Sérgio Roveri

Direção: José Roberto Jardim

Elenco: Nicolas Trevijano

Sinopse: O espetáculo se passa ao longo dos três dias em que 

o músico foi dado como desaparecido – até seu corpo ser 

encontrado na estufa da mansão de Seattle, nos Estados Unidos, 

onde vivia. Em uma conversa com Boddah, um amigo imaginário 

que tinha na infância, o líder da banda Nirvana discorre sobre 

temas como a música, a família, o abuso de drogas e a solidão, 

evitando os relatos de sucesso e os bastidores da fama.

Sábado, 21h

Comunicação a Uma Academia

Texto: Franz Kafka

Direção e Tradução: Roberto Alvim

Elenco: Juliana Galdino e Fernando Gimenes

Sinopse: 

Diante de uma Academia não especificada (representação de 

todas as instituições dedicadas ao conhecimento humano), um 

macaco (interpretado por Juliana Galdino) se apresenta, 

visando fazer uma estranha comunicação: o relato de como se 

tornou humano. Separado por uma linha divisória dos 

excelentíssimos senhores acadêmicos, e vigiado 

constantemente por um discreto – mas atento – guarda 

armado, ele fala. E ao falar, revela o processo de transformação 

gradual – e incontornável –através do qual se tornou o que não 

era. Uma metáfora terrível de toda forma de condicionamento, 

colonialismo, adestramento e aculturação, o texto de Franz 

Kafka suscita a reflexão a respeito de questões urgentes e 

graves da era globalizada.

Domingo, 20h

A Obscena Senhora D.

Adaptação: Susan Damasceno e Germano Melo

Direção: Rosi Campos e Donizeti Mazonas

Elenco: Susan Damasceno

Sinopse: O espetáculo traz a vida da autora, dramaturga e poeta 

brasileira Hilda Hilst. Na obra, a personagem Hille, apelidada 

pelo marido de Senhora D, aos sessenta anos decide viver num 

vão de escada. Lá, ela se entrega a uma busca pelo sentido 

de elementos de sua vida, como sua relação com seu marido, 

recentemente falecido. Há momentos em que sua sanidade é 

desafiada e Hille entra em confronto com a velhice, o abandono, 

a ruína, o absurdo contido na sucessão dos dias e a própria 

morte.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Em Cartaz: V Paralela Noir

de tempos em tempos, Juliana Galdino e Roberto Alvim ministram oficinas para atores no Club Noir.
estas oficinas resultam em montagens, que são apresentadas para o público em nosso teatro em temporadas de cerca de 2 meses, de quinta a domingo, com entrada gratuita.
este projeto se chama PARALELA NOIR.
nesta semana estrearemos a V PARALELA NOIR, composta por duas obras:
NEKROPOLIS, com texto de Roberto e direção da Juliana, que ficará em cartaz às quintas e sextas às 21h, e
PEQUENOS HOLOCAUSTOS, com texto e direção de Roberto (a partir da obra de Nelson Rodrigues), que ficará em cartaz aos sábados às 21h e aos domingos às 20h.


NEKROPOLIS
estreia 9 de maio
quintas e sextas às 21h

PEQUENOS HOLOCAUSTOS
estreia 11 de maio
sábados 21h e domingos 20h

ENTRADA GRATUITA
(retire os ingressos no CLUB NOIR 1 hora antes dos espetáculos)

CLUB NOIR - Rua Augusta, 331 - tels: 3255-8448 / 3257-8129




segunda-feira, 8 de abril de 2013

Exposição de Zed Nesti no Club Noir


COMUNICAÇÃO A UMA ACADEMIA em curta temporada.





COMUNICAÇÃO A UMA ACADEMIA
de Franz Kafka

direção de Roberto Alvim

com Juliana Galdino e Zé Geraldo Jr.

em curta temporada no Centro Internacional de Teatro - ECUM

(Rua da Consolação, 1623 Consolação – São Paulo)

de 17 de Abril a 9 de Maio
quartas e quintas, às 21h

Diante de uma Academia não especificada (representação de todas as instituições dedicadas ao conhecimento humano), um macaco (interpretado por Juliana Galdino) se apresenta, visando fazer uma estranha comunicação: o relato de como se tornou humano. Separado por uma linha divisória dos excelentíssimos senhores acadêmicos e vigiado constantemente por um discreto - mas atento - guarda armado, ele fala. E ao falar, revela o processo de transformação gradual - e incontornável - através do qual se tornou o que não era. Uma metáfora terrível de toda forma de condicionamento, colonialismo, adestramento e aculturação, o texto de Franz Kafka suscita a reflexão a respeito de questões urgentes e incontornáveis em nossa época globalizada.

Entrevista Roberto Alvim - Folha de São Paulo 05/04/2013



05/04/2013 - 03h17

'Não há nada para aprender com criadores do teatro moderno no Brasil', diz Roberto Alvim


GUSTAVO FIORATTI

ENVIADO ESPECIAL A CURITIBA
A influência do diretor e dramaturgo Roberto Alvim em artistas jovens de Curitiba e de São Paulo se consolidou por duas vias principais: pela potência de suas criações, escuras, sem personagens definidos e de narrativas estilhaçadas rumo ao abstrato; e depois pela divulgação, em sala de aula, de fundamentação teórica construída simultaneamente à obra. Mais como artista do que como professor, Alvim ministrou aulas e oficinas na sede de seu grupo em região central da capital paulista, o Club Noir, e também no Núcleo de Dramaturgia do Sesi de Curitiba.
Dramaturgo Roberto Alvim inspira nova geração do teatro
Com o título Transumano, criado por ele próprio, à frente de sua produção e do espectro que estabeleceu como artista e pensador, Alvim busca "problematizar o sujeito". Bem resumidamente: em cena, seu pensamento origina um tipo de linguagem que dá potência à palavra. Atores passam a assumir vozes, mais do que personagens. Os contornos de objetos e de pessoas, desenhados pelo contraste entre luz e escuridão, permitem novas percepções visuais, algo que, para ele, "fala ao inconsciente". A imobilidade remete à técnicas das artes visuais, há mais tons de xilogravuras do que da pintura propriamente.
Após apresentar, no Festival de Curitiba, seu mais recente trabalho, "Haikai", Alvim concedeu entrevista à Folha --por e-mail, o que possibilitou manter a íntegra da conversa.
*
Folha - Há cerca de dois anos, você começou a falar sobre o Transumano, um gênero, ou uma escola, ou um estilo criado por você. Você pode falar um pouco sobre o Transumano?
Roberto Alvim - Transumano é um conceito ligado a problematizações radicais do sujeito. Transumano é dramaturgia de invenção: invenção de outros mundos linguísticos, habitados por outras formas de vida.
Sua proposta é que o Transumano seja praticado também por outros artistas? Você sente a necessidade de criar uma escola, ou um tipo de arte ou de teatro que possa ser praticado por outros artistas, hoje?
É preciso problematizar nossa ideia estabelecida acerca do que seja o sujeito, para que desenhos outros da condição humana possam ser traçados em cena. O Transumano não é uma coisa; ele é o fim de uma coisa, e a abertura de infinitas possibilidades de invenção: outras experienciações de tempo e espaço, através de novas arquiteturas linguísticas.
Mas você vê o transumano como identidade própria, ou como algo a ser reafirmado em outras obras, como uma escola? Ou não é nenhum dos dois?
Transumano é um posicionamento existencial, a partir do qual vê-se o teatro como campo de invenção de outros mundos, habitados por outras formas de vida. Quem inventa estes mundos e estas formas de vida é cada um dos autores, e não há como haver similiaridades formais. O que há em comum é um posicionamento existencial, que percebe o teatro como o lugar da alteridade.
Como incentivar as singularidades de seus alunos? Você vê singularidades nos trabalhos que foram influenciados por você?
O conceito de transumano visa limpar o terreno para que singularidades possam eclodir. Diante do trabalho de um aluno, se reconheço algum sistema formal pré-existente, então eu digo "não"; se percebo um sistema formal da ordem da alteridade, então eu digo "sim".
Seu teatro está influenciando uma geração de jovens artistas, especialmente em Curitiba e em São Paulo, como tem sido possível constatar no Fringe, aqui em Curitiba. Em que nível se dá sua relação com esses artistas e com seus trabalhos? Você reconhece essa influência?
Minha maior influência é a de propagar que a singularidade é o tema perpétuo da criação artística. Tudo é em prol da conquista (por cada artista) de uma instância de singularidade, e é, portanto, contra qualquer ventriloquismo. O teatro só sobrevive na medida em que se reinventa permanentemente; e reinventar o teatro é reinventar o homem.
Em que medida o espectro que você criou dá a você mais ou menos liberdade de criação?
Não tenho medo de espectros; tenho fascínio. E minha liberdade é uma conquista diária.
Recentemente, você criticou, no Facebook, o tipo de interpretação da velha guarda, o tipo de interpretação praticado pela atriz Fernanda Montenegro. O que é preciso mudar, na sua opinião?
Não há nada para aprender com a geração de atores que criou o teatro moderno no Brasil. Grandes, imensos atores, mas que sempre trabalharam norteados por uma idéia específica acerca da condição humana (a idéia moderna de sujeito que temos desde o Renascimento). São grandes atores figurativos, que desenvolveram uma técnica incrível, mas que não dá conta das dramaturgias contemporâneas, revolucionárias em suas formas e proposições acerca do que seja a experiência humana. Se nos pautarmos na forma de atuação destes atores, soterraremos a possibilidade de criação de novos procedimentos técnicos, exigidos por estas dramáticas, que promovem outros desenhos, outros modos de vermos e habitarmos a vida, o tempo, o espaço. Quando a dramaturgia aponta para lugares inaugurais, é preciso que se crie novas abordagens em termos de encenação e atuação. As técnicas que até então vigoraram devem ser esquecidas, completamente, sob o risco de obliterarem a habitação das novas formas, e de quebrarem a espinha dorsal destas novas poéticas, que exigem a invenção de novos métodos de atuação, haja vista que promovem outros desenhos acerca do que seja a vida humana.
Nas artes plásticas, o abstracionismo mostrou, na primeira metade do século 20, que havia alternativas à pintura figurativa. O figurativo, por sua vez, foi retomado pela arte pop, nos anos 1960. Hoje, as Bienais, as artes visuais, parecem ter deixado a questão de lado. Tentar estabelecer, no teatro, este jogo já superado pelas artes visuais não é também permanecer "em atraso" em relação ao "campo de expressão vizinho"?
Quem está estabelecendo este jogo simplório (abstrato versus figurativo) é esta pergunta... O meu jogo é entre conhecido e desconhecido; entre cognoscível e incognoscível. Quero que o teatro abra infinitas veredas de experienciação estética que até então não haviam sido trilhadas. Que o teatro proporcione experienciações do desconhecido, através de sistemas cênicos da ordem da invenção radical. Uma técnica é uma visão de mundo: se a visão de mundo muda, é preciso a invenção de novas/outras técnicas, que possam traduzí-la e expandí-la em caminhos estéticos não-mapeados
.


sexta-feira, 8 de março de 2013

GRIMORIUM ENCERRA A MOSTRA BRASILEIRA DE DRAMATURGIA CONTEMPORÂNEA DO CLUB NOIR. EM 8 MESES, 8 PEÇAS E UMA NOVA GERAÇÃO AUTORES




No palco, oito atores - Bruno Ribeiro, Ricardo Grasson, Fernando Gimenes, Frann Ferraretto, Gabriela Ramos, Paula Spinelli, Marcelo Rorato e Luiz Felipe Bianchini. Juliana Galdino é responsável pelo figurino. A montagem de Roberto Alvim privilegia o minimalismo em elementos como a imobilidade dos atores, que se desdobram em movimentos reduzidos e desacelerados, ambientados por uma luz fria e de penumbra. A oitava produção do evento tem seu nome tirado de uma espécie de bíblia satânica, livro de magia negra do século XVIII, repleto de invocações de criaturas infernais. A peça remete a uma súplica demoníaca: dois feiticeiros (um homem e uma mulher) inventam, por meio da linguagem, uma nova criatura, que vai habitar e povoar um novo mundo. Mas a evocação abre portais insuspeitados, permitindo a presença de uma série de criaturas mágicas, que passam a habitar os corpos daqueles que a criaram, instaurando um processo caótico e incontrolável de criação e destruição. O autor Alexandre França inspirou-se no poema clássico Teogonia, do grego Hesíodo, o mais antigo poeta de que se tem notícia; na obra Metamorfoses, do poeta latino Ovídio; e no gênesis bíblico. A peça fala sobre a construção de um novo mito de criação. "Grimorium é o testemunho do primeiro mito de criação transumano. As vozes se constroem, se destroem, se recriam. É um processo que se dá em desdobramentos internos e externos. A impressão é que não sabemos de onde as criaturas da peça surgiram. Novas aparecem em cena, baseadas nas primeiras, enquanto as figuras se transformam em outras. Foi a aposta mais alta que já fiz em termos de investimento artístico", conta o autor. A Mostra Brasileira de Dramaturgia apresentou as seguintes peças: HIERONYMUS NAS MASMORRAS (de 17 de julho a 9 de agosto), (EM) BRANCO (14 de agosto a 6 de setembro), AQUI (de 18 de setembro a 11 de outubro), HAPPYCINIO (de 16 de outubro a 8 de novembro), PROCURADO (13 de novembro a 6 de dezembro), FATIA DE GUERRA (de 15 de janeiro a 7 de fevereiro de 2013), AGRONEGÓCIO (de 12 de fevereiro a 7 de março). 


estreia 12 de março

CLUB NOIR - Rua Augusta, 331 - Consolação - Telefone - 3255-8448 / 3257-8129. Ingresso: gratuito (senhas distribuídas 1 hora antes do início do espetáculo). Duração: 40 minutos. Temporada: terças, quartas e quintas às 21h.  Assessoria de Imprensa: Arteplural. Realização: CLUB NOIR. Capacidade: 42 lugares. Classificação etária- 16 anos.

sábado, 2 de março de 2013

Últimas semanas

Por Juliana Galdino:


Quase dois anos trabalhando num projeto que, certamente, foi dentre todos o mais ambicioso e também o mais gratificante realizado pelo CLUB NOIR até o momento: PEEP CLASSIC ÉSQUILO.

vencedor do prêmio APCA
vencedor do prêmio GOVERNADOR DO ESTADO
indicado pela revista BRAVO como melhor espetáculo de 2012
considerada a melhor estréia nacional pela FOLHA DE SÃO PAULO

ÚLTIMAS SEMANAS!
sexta 20h- AS SUPLICANTES e OS PERSAS
sábado 20h- SETE CONTRA TEBAS e PROMETEU
domingo 19h- ORESTEIA I e II

CLUB NOIR rua Augusta 331 3255-8448

Agradeço a todos que direta ou indiretamente fizeram essa obra existir.




sexta-feira, 1 de março de 2013

Site Curto Circuito Cultural





segunda-feira, 25/02
Fundada em 2006 por Roberto Alvim e Juliana Galdino, a companhia Club Noir vêm desenvolvendo trabalhos em uma das ruas mais diversificadas de São Paulo. A escolha pelo local surgiu “por acaso”. “Estávamos jantando no restaurante Piollin, que normalmente oferece descontos para a classe artística. Depois do jantar, quando estávamos caminhando pela Rua Augusta, vimos uma placa de “aluga-se” na frente deste imóvel. Resolvemos, em um impulso, retirar a placa e ligar para o proprietário no dia seguinte. Em três dias já estávamos lá dentro, começando a arrumar o lugar. No início, o sustentamos dando aulas – pagávamos o aluguel com o dinheiro das mensalidades dos alunos. Mas, menos de três meses depois que ocupamos o espaço, ganhamos o Programa de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo para construirmos ali nosso teatro-sede”, explica Roberto Alvim.

De acordo com Alvim, a companhia surgiu do desejo de trabalhar em um projeto de vida
de longo prazo, que envolvesse outros artistas em uma irmandade de posicionamento
existencial e estético. “Desejo de fazer obras de arte, sem nenhuma concessão a formas
e discursos hegemônicos, ampliando nossas vivências em direções desconhecidas.”

Com funcionamento de terça à domingo, são apresentados no espaço diversos trabalhos.
“Atualmente, apresentamos de terça à quinta, às 21h, a Mostra Brasileira de Dramaturgia
Contemporânea, que reúne a encenação de 8 peças inéditas de novos autores. A
entrada é gratuita. E de sexta à domingo (sextas e sábados às 20:30h, domingos às
19:30h), estamos apresentando o projeto Peep Classic Ésquilo, no qual encenamos a
obra completa do primeiro autor da história do teatro. Os ingressos custam R$ 20 reais
(inteira) e R$ 10 reais (meia para estudantes, professores, classe artística, idosos).
Quanto às oficinas: eu dou uma oficina de dramaturgia aos sábados, de 10h às 13h, com
entrada gratuita e a Juliana coordena duas oficinas de atuação, de segunda à quinta, pela manhã”.
Quando a companhia recebe patrocinio, eles procuram oferecer as atividades que
acontecem no espaço de forma gratuita ou com preços populares. “Atualmente, temos o
Fomento ao Teatro (que está patrocinando nossas montagens das tragédias de Ésquilo),
e temos também o Procultura do MINC – FUNARTE, que está patrocinando nossa Mostra
Brasileira de Dramaturgia Contemporânea”, ressalta.

club1

Trajetória
Somente no ano passado, o Club Noir realizou 15 estreias “com uma reverberação excelente de público e crítica”. Recentemente, a companhia recebeu o prêmio APCA pelo projeto Peep Classic Ésquilo, sendo também eleita por um grupo de críticos da Folha de São Paulo como a melhor estreia do teatro nacional em 2012 . Sobre o diferencial do grupo, Alvim responde: “Nosso trabalho se pretende singular. Ninguém faz o que fazemos, em nenhum lugar do mundo. Não estou dizendo que é bom ou ruim, isso cabe a cada um decidir. Mas trata-se de uma contribuição que até então nenhum outro artista havia dado para a história do teatro. Ir ao Club Noir significa caminhar por veredas estéticas desconhecidas.”

O destaque do trabalho realizado pelo grupo está no tipo de teatro que é feito pela
companhia. “Criamos um sistema cênico original, que se desdobra de diferentes e
imprevisíveis modos em cada uma de nossas montagens. Para saber mais a respeito,
recomendo que se leia meu livro chamado Dramáticas do Transumano, lançado pela editora 7 Letras. Trata-se de um teatro de invenção radical, que recusa sistemas formais reconhecíveis, e que se norteia por uma transfiguração poética do real, através da instauração de outros mundos, habitados por outras formas de vida.”

club2

Viver de arte no Brasil
Dentro de uma metrópole com tantas ideologias, tribos e caminhos a percorrer, sustenta-
se como artista requer muito trabalho e empenho. “Se você faz teatro de arte, isto é,
obras de invenção, que procuram trilhar caminhos estéticos desconhecidos, então só é
possível fazê-lo (e sobreviver disso) em São Paulo. Nesta cidade há interesse do público
por trabalhos de invenção, e há mecanismos estruturantes (como o Fomento ao Teatro,
por exemplo) que tornam possível a vida de uma companhia como o Club Noir”, diz
Roberto e ainda destaca: “Há pelo menos 50 companhias como a nossa em São Paulo,
todas com casas lotadas todas as noites, fazendo obras sem concessões ao senso-
comum.”

Além do lado artístico, viver de arte no Brasil requer um olhar empreendedor. “Em teatro
não há um mercado que vai te assimilar – a não ser que você queira fazer produtos
culturais. Mas se seu interesse é no teatro como arte, então você tem que se juntar com
aqueles que acreditam nas mesmas coisas, criar uma companhia e começar a trabalhar,
de modo kamikaze à princípio. E aí, com a gradativa reverberação de seus primeiros
trabalhos, começar a pleitear apoios financeiros em Editais públicos”, evidencia e ainda
fala se é possível conciliar arte e empreendedorismo: “Existe interesse e público para
todos os tipos de obras em uma cidade cosmopolita como São Paulo. Portanto, não há
que se conciliar nada: fazemos obras de arte para o outro – que são aqueles que vêm ao
nosso teatro, dialogar e experienciar nosso trabalho. É um processo único e orgânico, que
envolve a elaboração das obras e a apresentação delas ao público que se interessa pelo
que fazemos.”

Para quem está começando nessa estrada, Alvim dá a dica: “Juntar-se àqueles que se
comprometam com o mesmo projeto de vida, criar uma companhia e trabalhar”, finaliza.
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Novo horário para as últimas apresentações de PEEP CLASSIC ÉSQUILO

ATENÇÃO:
mudança de horário
o projeto PEEP CLASSIC ÉSQUILO
agora será apresentado nos seguintes horários:
sextas e sábados 20h; domingos 19h

sextas (20h): AS SUPLICANTES e OS PERSAS
sábados (20h): SETE CONTRA TEBAS e PROMETEU
domingos (19h): ORESTÉIA I e ORESTÉIA II

- vencedor Prêmio APCA 2012
- vencedor Prêmio Governador do Estado de SP 2012
- finalista Prêmio BRAVO!
- eleito pelo jornal FOLHA DE SP a Melhor Estreia Nacional de 2012

últimas semanas em cartaz!

no CLUB NOIR - Rua Augusta, 331 (3255-8448 /
3257-8129)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Martina Sohn Fischer é indicada ao prêmio de Dramaturgia da CPT pelo texto AQUI.


Festa de entrega do Prêmio CPT 2012

5 de fevereiro de 2013
Dia 25 de fevereiro, às 20 horas, a sede do Grupo Galpão do Folias será palco da festa de entrega do Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro 2012. A festa será apresentada pelo Grupo 59 e terá participação especial do Grupo Clariô.
Prêmio CPT se diferencia dos demais por priorizar o trabalho coletivo em relação aos  individuais, sem excluí-los.  Um exemplo disso é a premiação do melhor elenco e não apenas o melhor ator e atriz. Nesta quinta edição do prêmio serão contempladas, em 16 categorias, as produções teatrais que estrearam em 2012.
O design do troféu fica por conta de Luciana Bueno e a ambientação é de Carlos Escher.
Prêmio CPT 2012
Data e horário: 25/02/2013 às 20h
Local: Galpão do Folias – rua Ana Cintra, 213, Santa Cecília, São Paulo
Telefone: (11) 3333-2837
Informações: (11) 37283-6199 (Ney Piacentini), (11) 38121-6554 (Osvaldo Pinheiro) ou (11) 2117-4700 (Paulo Fávari).
LISTA DE INDICADOS AO PRÊMIO CPT 2012

1 – Dramaturgia: criação individual ou coletiva em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional
Primeiro semestre
1- “Fábio Resende” por “Corinthians, meu amor – segundo Brava Companhia, uma homenagem ao Teatro Popular União e Olho Vivo”, Brava Companhia.
2- “Cássio Pires” por “Ifigênia”, Cia. Elevador de Teatro Panorâmico.
3- “Paulo Santoro” por “Plínio Contra as Estrelas”, Cia. Santa Cacilda.
4- “Coletiva” por “Barafonda”, Cia. São Jorge de Variedades.
Segundo semestre
1– Evill Rebouças e Grupo por “Maria Miss”, Mesa2 Produções Artísticas.
2- Luís Alberto de Abreu por “Recusa”, Cia de Teatro Balagan.
3- Martina Sohn Fischer por “Aqui”, Club Noir.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Amante. Espetáculo aconteceu de Maio a Julho de 2012.

De Maio a Julho de 2012, a cia Club Noir apresentou o espetáculo Amante no Centro Cultural Banco do Brasil.
O texto e a direção foi assinado por Roberto Alvim, inspirado no livro de Marguerite Duras.
No elenco: Juliana Galdino, Caco Ciocler e Bruno Ribeiro.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Portal R7 12/02



Cabeça decepada fala durante a peça Agronegócio, no Club Noir - Foto: Julieta Bacchin
Por Miguel Arcanjo Prado
O premiado e famigerado diretor Roberto Alvim resolveu abraçar o teatro de discurso político mais próximo da esquerda. Ele estreia nesta terça (12) o espetáculoAgronegócio, que entra nos rincões do mundo latifundiário.
O enredo é baseado na degola de um fazendeiro de cana-de-açúcar por um boia-fria. No mundo do teatro, onde tudo é possível, mesmo após o corte certeiro, a cabeça fala.
O crime, repleto de contornos de luta de classes, vai atiçar a imprensa, políticos e a polícia, gerando um clima que promete tensão.
Estão no elenco Renato Forner, Ricardo Grasson, Frann Ferrareto, Gabriela Ramos, Marcelo Rorato e Fernando Gimenes.
O texto é de Marco Catalão. Ele afirma que o enredo “se estrutura por meio de várias vozes que se alternam e se entrecruzam”. Há, portanto, olhares e possíveis significados distintos para a mesma narrativa.
A peça faz parte da Mostra Brasileira de Dramaturgia Contemporânea, realizada pelo Club Noir e que ainda tem mais uma montagem a exibir: Grimorium, de Alexandre França, prevista para estrear em 12 de março.
Outro projeto do grupo, Peep Classic Ésquilo, com montagens de todas as peças do dramaturgo grego, ganhou o último Prêmio Especial da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes).
Em Agronegócio, Alvim, que também assina cenografia e iluminação – os figurinos são de Juliana Galdino –, mantém a estética do grupo e aposta em atores com movimentos mínimos sob luz fria. 
O diretor traz afinado um discurso de crítica social e diz que sua peça quer explicitar as contradições do mundo agrário e mostrar que “os ganhos da indústria do agronegócio se chocam com as mazelas geradas pela exploração de milhares de trabalhadores”. Contudo, busca olhar poético para esta temática “incontornável de nosso País”.
Agronegócio
Quando: terça, quarta e quinta, às 21h. Até 7/3/2013
Onde: Club Noir (rua Augusta, 331, Centro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3255-8448)
Quanto: grátis (senhas distribuídas uma hora antes)
Classificação etária: 16 anos

Folha de São Paulo - 12/02


12/02/2013 - 04h01

Club Noir troca abstração por crítica social

MARCIO AQUILES
DE SÃO PAULO

A temática do espetáculo "Agronegócio", que estreia hoje dentro da Mostra Brasileira de Dramaturgia Contemporânea, impõe um novo desafio à companhia Club Noir.
Não apenas pela brasilidade evidente e pelo tom de crítica social do texto, traços inabituais nas montagens do grupo. O "tour de force" é para adequar esse conteúdo aos preceitos estéticos continuamente retrabalhados pelo diretor Roberto Alvim desde a criação da trupe.
"O texto se insere na linhagem de peças sociológicas. Mas não abrimos mão do formalismo na hora de encená-lo", afirma Alvim.
"Agronegócio" retrata o assassinato do proprietário de uma plantação de cana-de-açúcar. O inusitado é que sua cabeça decepada insiste em continuar a falar.
"A voz do patrão é uma metáfora para o discurso do poder, sempre idêntico. O canavial acaba por se transformar na representação do mundo", explica o diretor.
Alvim identificou os matizes da retórica presente no texto de Marco Catalão, vencedor do Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia em 2010, e os emoldurou dentro de seu projeto minimalista.
Lenise Pinheiro/Folhapress
Renato Forner, Frann Ferrareto e Gabriela Ramos na peça "Agronegócio"
Renato Forner, Frann Ferrareto e Gabriela Ramos na peça "Agronegócio"
"A peça exige decisões absolutas de encenação, devido à sua estrutura árida. Trabalhamos com uma modelação rítmica mais contrastante e com os planos vocais", descreve ele.
O espetáculo segue a concepção adotada pela companhia como filosofia: penumbra no palco, elementos pontuais de luz, movimentação reduzida do elenco e foco na dicção. Mantendo sua assinatura estética, a companhia arrisca e inova mais uma vez.
"Criticam a similaridade entre nossas montagens, que na verdade são bem diferentes. Seguem a mesma linha, mas são distintas, como cada quadro do Jackson Pollock é diferente do outro. Cada elemento é pensado, como cada quadrado de uma tela de Mondrian tem sua função", compara Alvim.

AGRONEGÓCIO
QUANDO ter., qua. e qui, às 21h
ONDE Club Noir (r. Augusta, 331; tel. 0/xx/11/3255-8448)
QUANTO grátis
CLASSIFICAÇÃO 16 anos

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Mostra Brasileira de Dramaturgia Contemporânea apresenta Agronegócio


                                                                                       foto de Julieta Bacchin


A companhia Club Noir segue com a programação da Mostra Brasileira de Dramaturgia ContemporâneaAgronegócio - vencedor do Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia em 2010 - do autor de Campinas Marco Catalão, estreia dia 12 de fevereiro, terça-feira, às 21 horas, para temporada gratuita até 7 de março. Com direção de Roberto Alvim, traz no elenco os atores Renato Forner, Ricardo Grasson, Frann Ferrareto, Gabriela Ramos e Marcelo Rorato.

Em Agronegócio, um assassinato é cometido em uma plantação de cana-de-açúcar. O proprietário é morto, mas sua cabeça, decepada, continua a falar. A peça entrecruza, poeticamente, uma série de discursos - de políticos, repórteres, policiais, boias-frias e latifundiários -  sobre o agronegócio no Brasil.

A investigação do brutal assassinato, cometido por um trabalhador contra um latifundiário, é o fio narrativo da dramaturgia. “O texto se estrutura por meio de várias vozes que se alternam e se entrecruzam. É possível recompor uma narrativa (ou várias) a partir dos diferentes discursos, embora não seja, de fato, um enredo linear”, conta o autor Marco Catalão.

Trata-se de uma investigação policial onde o detetive é chamado para resolver um caso inusitado: uma cabeça que continua a falar mesmo depois de ter sido arrancada do corpo. É a cabeça de um grande industrial, dono de uma usina de cana-de-açúcar com milhares de trabalhadores. Isso talvez ajude a elucidar o mistério. Mas outros vão surgindo ao longo da investigação, e o crime talvez seja apenas um detalhe.

A encenação de Roberto Alvim é pautada por elementos como a imobilidade dos atores, que se desdobram em movimentos mínimos, desacelerados, ambientados por uma luz fria e de penumbra. “Criando um campo emocional de contradições, no qual os ganhos da indústria do agronegócio se chocam com as mazelas geradas pela exploração de milhares de trabalhadores, a peça nos proporciona a experimentação poética de uma temática social incontornável em nosso país”, fala o diretor Roberto Alvim.

Os textos da Mostra Brasileira de Dramaturgia Contemporânea foram selecionados pelo diretor e dramaturgo Roberto Alvim entre centenas de obras recebidas de diversos Estados do Brasil. O projeto termina com Grimorium, de Alexandre França (de 12 de março a 4 de abril). O projeto artístico do Club Noir sempre foi norteado pela encenação de dramaturgos contemporâneos.


                                                            foto de Julieta Bacchin

Para roteiro:
AGRONEGÓCIO - de 12 de fevereiro a 7 de março
Texto: Marco Catalão. Direção, Iluminação e Cenografia: Roberto Alvim. Elenco: Renato Forner, Ricardo Grasson, Frann Ferrareto, Gabriela Ramos, Marcelo Rorato e Fernando GimenesFigurinos: Juliana Galdino.

Sinopse: Um assassinato é cometido em uma plantação de cana-de-açúcar: o proprietário é morto. Mas sua cabeça, decepada, continua a falar. A peça entrecruza, poeticamente, uma série de discursos - de políticos, repórteres, policiais, boias-frias e latifundiários -  acerca do agronegócio no Brasil.




CLUB NOIR – Rua Augusta, 331 – Consolação – Telefone - 3255-8448 / 3257-8129. Ingresso: gratuito (senhas distribuídas 1 hora antes do início do espetáculo). Duração: 40 minutos. Temporadaterças, quartas e quintas às 21h. Produção Executiva: Danielle Cabral. Assessoria de Imprensa: Arteplural. Realização: CLUB NOIR. Capacidade: 42 lugares. Classificação etária: 16 anos.

Club Noir vence o Prêmio Governador do Estado para a Cultura

O Club Noir foi o vencedor na categoria Teatro do Prêmio Governador do Estado para a Cultura, que elegeu os melhores de 2012 em diferentes segmentos artísticos, com o espetáculo Peep Classic Ésquilo.

Segue o link com todos os vencedores: http://www.premiogovernador.jp7.com.br/vencedores




quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Crítica: Fatia de Guerra


do site: http://ratoletrado.wordpress.com/2013/01/30/as-ogivas-mentais-de-fatia-de-guerra-em-cartaz-no-club-noir/

As ogivas mentais de “Fatia de Guerra”, em cartaz, no Club Noir

Em Teatralidade em Janeiro 30, 2013 às 2:00 pm
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Paula Spinelli e Renato Forner (Foto: Divulgação)
A sala era escura, mas já haviam avisado. O público se acomoda em silêncio na sala doClub Noir. Em torno das 21h de ontem (30), a Mostra Brasileira de Dramaturgia Contemporânea seguia com “Fatia de Guerra”, o 5º texto de uma ordem de sete. 50 minutos mais tarde, a peça termina e o mesmo silêncio continua, entrecortado apenas pelo choro contido de um homem na cadeira ao lado. Alguém desperta e aplaude, seguido por todos. O homem se levanta, passa pelo corredor e se junta na fila que já saía. Ele soluçava. Com Juliana Galdino, Paula Spinelli e Renato Forner no palco, o RA-TO-LE-TRA-DO foi assistir à encenação de Roberto Alvim e texto de Andrew Knoll.
No enredo, uma guerra está acontecendo. Tiros e bombas espreitam os arredores de uma casa e de uma família. Pai, filha e um cão doente. O homem quer evitar o sofrimento do animal e decide sacrificá-lo. Conflitos internos e externos são contados sob o três pontos de vista.
Juliana Galdino (Foto: Divulgação)
Juliana Galdino (Foto: Divulgação)
O trio não se movimenta no palco, dando espaço ao texto descritivo. As imagens mentais criadas se encadeiam no ritmo das vozes, e acabam por justificar o minimalismo de elementos na cena. Durante um depoimento, outra personagem pede uma pausa e sugere uma correção. A alteração é incorporada e o discurso atualizado, repetido. O escuro da sala e o silêncio do público se tornam terra fértil para imaginar essas cenas, rebobinadas como num filme. O espetáculo é mental.
E a nuvem de conflitos cobre a plateia que quase não respira. A voz dos atores atravessa a sala e fica palpável. O cão narra a cara do dono prestes a disparar um tiro, o dono busca energia e coragem para fazê-lo. A menina inocente observa. Tudo em câmera lenta. “Quase tudo ao mesmo tempo”, diz o cão. E tudo se apaga.
“Fatia de Guerra” segue até 7 de fevereiro.
Serviço:
“Fatia de Guerra”
Terças, quartas e quintas, às 21h
Club Noir
Rua Augusta, 331 – Consolação
Tel.: (11) 3255 – 8448 / 3257 – 8129
Entrada Franca (Ingressos distribuídos com uma hora de antecedência)
Texto: Leandro Nunes
“Quanto mais queijo, menos queijo”